Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

IV GALA AMÁLIA

 

 

 

Teve lugar a IV Gala Amália, iniciativa que é de louvar, porque tudo o que seja feito, para recordar a Grande Senhora, merece o apoio dos muitos admiradores da grande artista. Portanto, Gala Amália sempre, melhor ou pior, mas que não deixe de se efectuar.

Este ano, teve como palco o Campo Pequeno, lugar de prestigio, que não encheu ( longe disso ), o que na minha opinião justifica uma critica, porque com o preço dos bilhetes mais acessivel, teriamos tido concerteza as bancadas cheias com os admiradores de Amália.

Onde está o povo que a adora ?  Por onde anda o povo que esteve no seu funeral, e que ainda hoje a vai visitar ao Panteão ? Fazer da Gala Amália um espectáculo elitista, parece-me um erro, porque Amália é de todos, mas sobretudo do povo, do povo humilde, que ela nunca renegou.

O elitismo da Gala, não seria concerteza do agrado de Amália, porque cheira pouco a fado, o que se torna por demais evidente, porque lamentavelmente a "gente" do fado, não vai à Gala, sem que consigamos entender a razão de tal ausência. Porque não vão os fadistas, e, os músicos de fado, e não só, que a acompanharam durante tantos anos, recordá-la, bem como recordar os momentos que com ela viveram ?  É que, nem sequer a familia ( pelo menos, irmã e sobrinhos ), nem os premiados em Galas anteriores comparecem, o que me parece lamentável !

Haverá que encontrar as razões, embora em minha opinião, uma delas possa residir no facto do Juri dos Prémios Amália, não englobar uma só pessoa, que seja genuinamente fadista.  Qual o passado fadista, e que conhecimento de fado, terão os membros do júri, para poderem atribuir os prémios com alguma justiça ?  Parece-me, que apenas Rui Vieira Nery e Nuno Lopes, poderão, porque acompanham o fado, e o estudam, ser vozes autorizadas a poderem escolher os premiados com algum conhecimento e isenção, mas os outros... quem os vê, ou os conhece no fado ...?

A comunidade fadista, não é apreciadora do elitismo, e não vê com bons olhos os "doutores" no seu meio, sobretudo aqueles que ninguém conhece no ambiente do fado, porque atrás do tal elitismo, vêm os privilégios, que nos levam a ver uma plateia em grande parte composta por convites, e repleta de pessoas, que devem ir ao fado uma vez por ano, precisamente na Gala Amália... esquecendo-se aqueles que andaram toda a vida a fazer algo pelo fado, cantando-o e tocando-o.  Os fadistas não são apreciadores deste comportamento, e, depois não vão, não comparecem.

Porque "carga de água" os administradores da Fundação Amália, que ninguém conhece no ambiente do fado, hão-de fazer parte do júri ?  Será que ser administrador lhes confere o direito de escolherem, quem canta, quem toca e quem escreve sobre fado ?  Não me parece correcta esta opção, e estou convencido, que, em galas futuras, os administradores deixarão de fazer parte do júri, podendo sim "discutir" com o júri, a justiça dos nomes premiados, pedindo-lhes justificações, para poderem evitar galardoados à "pressão", que poderão ofender a "comunidade" fadista.

Assim o esperamos, para que possamos ver em futuras Galas, as salas cheias, com cantadores e tocadores, e com todos os admiradores da Grande Amália.

Quanto ao espectáculo em si, confesso que me agradou, sem me ter deslumbrado, embora, como já referi, tivesse pouco fado, o que numa festa para recordar a Grande Amália, me parece ser pormenor a referir.

Vimos Alexandra, cantar como sempre a conhecemos, e recordou Amália.

Joana Amendoeira, ( que cara bonita, e que simpatia ), deu espectáculo com os Mar Ensemble, que foi agradável de ver, mas com pouco fado.

Sandra Barata Belo, pela sua interpretação no filme Amália, declamou dois poemas, bem acompanhada à guitarra por Mário Pacheco.

Cristina Nobrega, pouco conhecida, porque, creio cantar apenas para os amigos e nas festas de uma empresa de telecomunicações, embora com uma voz bonita e agradável, tem ainda um longo percurso a percorrer.

E, de fado, na ausência de Aldina Duarte e José Manuel Neto, tivémos D.Vicente da Camara e Ricardo Ribeiro, para além de Alexandra, o que foi muito pouco, para uma Gala que se queria fadista...

Por fim, e, aqui sim, a Administração da Fundação, depois de na III Gala, realizada o ano passado, no Centro Cultural Olga Cadaval, ter anunciado a atribuição do estatuto de utilidade pública à Fundação Amália, deverá concentrar os seus esforços, no sentido de se esclarecer e cumprir o legado de Amália, dando assim cumprimento ao estabelecido pela Grande Senhora. Os problemas, que são do dominio público, como a viatura e a casa no Alentejo, que se dizia estarem abandonados, as jóias, a participação à Casa do Artista, etc, etc, estarão certamente a ser resolvidos.

Assim o esperamos, todos os que respeitamos a memória de Amália.

 

AMÁLIA,SEMPRE.

 

Zé da Viela

 


publicado por Zé da Viela às 15:57
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